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Embora seja o tema principal, é bom esclarecer que o Grun Blig não fala só sobre Fórmula 1! Os posts são divididos em alguns tipos:

CRÔNICA Textos elaborados, abordando temas diversos;

CRÔNICA SOBRE AUTOMOBILISMO Textos elaborados sobre F-1 e outras categorias do esporte a motor;

COMENTÁRIO DO DIA Textos pequenos e descontraídos sobre diversos assuntos, até mesmo automobilismo;

CONTO (OU NÃO CONTO?) Pequenos contos de ficção ou não-ficção;

AMIGOS PELO MUNDO Imagens e histórias fornecidas por amigos, dos quatro cantos do planeta;

PARANÓIAS URBANAS Textos bem-humorados sobre a arte de se viver em uma cidade grande.

BIBLIOTECA Análises semanais dos melhores livros sobre automobilismo já publicados em língua portuguesa, feitas por jornalistas e blogueiros. Todas as quartas no ar.

SELOS VELOZES Reproduções e informações de selos com temática automobilística publicados no mundo todo. Todas as quintas no ar. 

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Abaixo estão selecionados alguns posts que, de certa forma, sobrevivem ao tempo. Textos que são marcantes por motivos diferentes, mas que merecem uma segunda leitura.

Agradeço aos colegas jornalistas Carlos Garcia, da Rádio Capital-SP, e Gustavo Serra, do SporTV, pela sugestão do título desta seção. Boa leitura!

Crônicas:

003 - O silêncio e o Som da rua
007 – Aventuras em 13hp
019 – Os Especialistas
026 – Feliz Dia do Jornalista!
041 – A arte de desenhar matemática
042 – Inglaterra, 20 anos depois
054 – Partículas musicais
070 – Entre o coração e a raquete
075 – Eu tenho, você não tem
099 – Minuto de silêncio
113 – Valeu, amizade!
123 – Brasileiros?
128 – Freak Show
164 – Cartinha
177 – Gentileza gera Gentileza
201 – Vozes do Brasil
209 – Coração Tricolor

Crônicas sobre Automobilismo:

005 – Saudades de Nigel mansell
035 – Lá vem o negão
064 – Trocando os móveis
079 – Pit Fight
090 – A hora da verdade
098 – Trocando a guarda
150 – O carrinho do dedo verde
166 – Uma noite em Suzuka
187 – Memórias e memórias
191 – Móveis e utensílios
195 – Um mito chamado Villeneuve

Comentário do Dia:

008 – Levando bala
029 – Masters do baú
031 – Tecla SAP
033 – Calendário alternativo
050 – (Minhas) verdades sobre a Copa
081 – Imundice
082 – Não mereço
083 – Cacildis
131 – Uiaaaaaa!
140 – Fauna congressista
158 – F-1 no News
161 – Ele continua ali
171 – O Grande Desafio
185 – Jogo das Pistas
219 – Keep thinking!
232 – A cidade e a maravilha
 
Conto (ou não conto?):
 
458 – Trem Azul
 
Amigos pelo mundo:
 
460 – Trem bão
461 – Quem sabe, sabe
462 – Quanto custa, moço?
486 – Veva com boderazão
489 – Eita lugar frio...
 
Biblioteca:
 
483 - O Brasil na Fórmula 1
496 - Na Reta de Chegada
504 - A Face do Gênio
512 - Pela Glória e Pela Pátria
524 - Ayrton, O Herói Revelado
537 - Emerson do Kart à Fórmula 1
546 - Esta História
558 - O Boto do Reno
Paranóias Urbanas:
 
463 - Placa de piso escorregadio
465 - Aparar o cabelo
 

 

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04/07/2008 13:10
Post 693 - Sexta Marcha
SEXTA MARCHA, FOGO CRUZADO
(escrito em 04 de julho de 2008)

Já está no ar a minha coluna Sexta Marcha desta semana, gentilmente hospedada no blog Voando Baixo, do camarada Rafael Lopes. Clique aqui para ler o texto, que fala sobre o duelo da vez na Fórmula 1. Nada de Alonso x Hamilton, Massa x Räikkönen ou coisa do tipo. A coisa é fora das pistas, mesmo.

Como de praxe, lembro aos amigos leitores que o arquivo com todas as colunas está disponível neste link. Se você perdeu alguma, é sua chance de ficar em dia!

Um ótimo fim de semana pra você!

enviada por Grünwald, Alexander



03/07/2008 23:12
Post 692 – Comentário do Dia
TRISTEZA NO AR
(escrito em 03 de julho de 2008)

A cada vitória do Fluminense na Libertadores, a Unimed, patrocinadora do clube, publicava um anúncio de meia página nos principais jornais do Rio de Janeiro. Este aí abaixo seria o anúncio de hoje, caso o Tricolor das Laranjeiras tivesse ficado com o título.

Era uma brincadeira e interessante sobre o clima na cidade após uma vitória, dizendo: “Haja pó de arroz. Parabéns, Fluminense, pela conquista da Libertadores 2008. Parabéns, torcida, pela festa.”



Esta quinta-feira, 3 de julho, amanheceu nublada no Rio de Janeiro. E, ao longo de todo o dia, pouco se viu do Cristo Redentor.

[Imagem retirada do site Globoesporte.com, creditada a divulgação]
enviada por Grünwald, Alexander



03/07/2008 21:41
Post 691 - Selos Velozes
DEUS SALVE A PRINCESA
(escrito em 03 de julho de 2008)

A série Selos Velozes desta semana faz uma referência ao GP da Inglaterra de Fórmula 1, que será disputado neste fim de semana. Inglaterra para nós, pois na Europa ele é tratado desde sempre como o GP da Grã-Bretanha.

Esta corrida já foi vencida diversas vezes por um piloto da casa. Entre eles, Damon Hill, que faturou a edição de 1994 numa grande exibição. Na ocasião, o troféu do primeiro lugar lhe foi presenteado por ninguém menos que a Princesa Diana, um fenômeno de popularidade entre os britânicos. Uma festa completa.

Uma imagem deste momento está reproduzida num selo feito em homenagem a Lady Di, impresso no Turcomenistão. Curiosamente, Hill é o coadjuvante da cena, já que a folha tem o recorte feito exatamente sobre o rosto da princesa, eliminando todo o contexto.

Infelizmente, a data da prensagem não foi encontrada. Mas é de se supor que tenha sido após 1997, quando Diana morreu em um acidente de carro em Paris.



Todas as quintas o Grun Blig publica a reprodução de um selo ou uma série emitidos em homenagem ao esporte a motor em qualquer parte do mundo. Caso queira contribuir com este espaço, envie sua sugestão para bligdogrun@ig.com.br, sem esquecer de anexar a imagem e as informações sobre a estampa.

[Imagem retirada do site eBay.com, sem crédito divulgado]
enviada por Grünwald, Alexander



03/07/2008 20:25
Post 690 - Comentário do Dia
ELE DISSE ADEUS!
(escrito em 03 de julho de 2008)

Depois de 16 temporadas, 237 corridas, 13 vitórias, 12 poles, 18 melhores voltas, 62 pódios e um vice-campeonato, ele disse adeus. David Coulthard, o piloto mais velho do atual grid, vai parar no fim desta temporada. O anúncio aconteceu nesta quinta, na coletiva do GP da Inglaterra. Emocionado, agradeceu a meio mundo - especialmente ao projetista Adrian Newey, que criou a maioria dos modelos guiados por ele - e ganhou, em sinal de respeito e admiração, um beijo do conterrâneo Jenson Button. DC é um personagem que fará falta à categoria, pois é considerado o último playboy da Fórmula 1.



[Imagem retirada do site Globoesporte.com, creditada à divulgação do piloto / site oficial]
enviada por Grünwald, Alexander



03/07/2008 20:11
Post 689 - Comentário do Dia
BONITA CAMISA, FERNANDINHO...
(escrito em 03 de julho de 2008)

Então tá, alguém tinha que vestir a camisa de campeão nesta semana... Se não é na pista, pelo menos o espanhol da foto está feliz com a conquista da Euro 2008!



[Foto retirada do site Autosport.com, creditada a XPB.cc]
enviada por Grünwald, Alexander



03/07/2008 17:08
Post 686 - Crônica
QUANDO TUDO ACABA
(escrito em 03 de julho de 2008)

Quando tudo acaba, cada um toma seu caminho e você continua ali, parado em frente à TV, é que as perguntas vêm. A camisa do Fluminense que absorveu o suor de duas horas e meia de absoluta tensão não tem as respostas. Apenas mais perguntas.

Por que um argentino com um histórico de polêmicas para apitar a final? Por que um discurso tão otimista durante a semana depois de tomar um 4 a 2 no primeiro jogo? Por que ignorar o fato de que um time que chega à final da competição tem valor, sim, tanto quanto o seu próprio time? Por que dessa forma, perdendo três pênaltis? Por que o destino haveria de castigar um cara como o Washington, exemplo vivo de superação?

Pois é, as perguntas não param. A cada momento de distração surge mais uma que, assim como as outras, não ajuda a explicar o que levou um grupo de guerreiros, que foram guerreiros até o último minuto de jogo, a perder um torneio continental nos pênaltis. O grupo que fizera a melhor campanha da primeira fase entre todos os 32 times. O grupo que passara de forma marcante por equipes como São Paulo e Boca Juniors nas fases de mata-mata. Que chegou muito mais longe do que muitos imaginavam.

Antes do jogo, o treinador garantiu que o time faria quantos gols fossem necessários. Se precisassem fazer dois, fariam dois. Se o número passasse a três, fariam três. E assim por diante. Mas o quarto gol, tão fundamental para o título, não veio. Chances não faltaram. Thiago Neves fez três, mas nem ele e nem Dodô, Washington, Conca ou qualquer outro que vestia a camisa tricolor conseguiu mexer mais naquele placar.



Não adianta chorar pelas marcações safadas do árbitro, que deu um impedimento inexistente, deixou um pênalti claro passar batido e ainda inverteu inexplicavelmente uma falta feita por um equatoriano que saltou para dar uma cotovelada no estômago do artilheiro da noite. A vida é assim. Por mais que você se esforce, há momentos em que dar 100% ainda é pouco. É preciso ir além, superar as dificuldades que já existem e também as que surgem pela má fé alheia. Se eles tinham doze em campo, que o time jogasse com seus onze absolutamente focados em fazer mais e mais gols. Como se aquele fosse o último jogo de suas vidas.

O Fluminense não venceu a Copa Libertadores 2008. Mas provou que pode conquistar algo muito mais importante do que competições no Brasil a na América: a autoconfiança. Por questões financeiras, é bem provável que este grupo se desfaça nas próximas semanas. Até que surja outra situação como esta, muita coisa pode acontecer na história do Tricolor das Laranjeiras. Mas, de uma forma ou de outra, este 2008 não será esquecido pelos olhos que acompanharam esta jornada, seja em campo, na arquibancada ou na frente da TV.

[Foto creditada à Agência Photocamera]
enviada por Grünwald, Alexander



03/07/2008 16:25
Post 685 – Biblioteca, 16ª edição
AUTOMOBILISMO NO TEMPO DAS CARRETERAS
(escrito em 02 de julho de 2008, por Alexander Grünwald)



No início do século XX, os veículos automotores eram novidade no Brasil. E, tão logo as máquinas iam chegando, crescia o anseio dos proprietários em provar que detinham os mais rápidos e modernos objetos do desejo que desfilavam reluzentes pelas ruas das grandes capitais.

Uma destas cidades era Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul. Que hoje, não à toa, é um dos estados brasileiros com maior cultura automobilística. O primeiro automóvel chegou naquelas bandas em abril de 1906 e, curiosamente, entrou em funcionamento graças aos conhecimentos de um italiano preso na Casa de Correção local. Exatos vinte anos depois, uma corrida disputada entre as cidades de Pelotas e São Lourenço do Sul daria a largada para uma riquíssima história sobre rodas.

Poucos anos depois das primeiras disputas, o cenário do automobilismo brasileiro – principalmente o gaúcho, devido à proximidade com os argentinos – seria dominado pelas chamadas Carreteras, veículos de rua transformados para as provas de estrada. Um tempo em que os irmãos Andreatta eram expoentes das corridas, desenvolvendo o automobilismo nacional antes mesmo da chegada das fábricas.

Coube à dupla Paulo Roberto Renner e Luiz Fernando Andreatta (este, filho de Júlio e sobrinho do lendário Catharino), recompor um pouco desta época no livro “Automobilismo no Tempo das Carreteras – em especial no Rio Grande do Sul”, lançado em 1992. Carente de um projeto gráfico, porém repleta de informações, a obra é, visivelmente, resultado da dedicação de dois apaixonados pelo assunto. Homens que não mediram esforços para reconstituir os feitos dos primeiros ases das pistas brasileiras, sobretudo no sul do país.

Farto em fotos raras, garimpadas em acervos familiares e arquivos de jornais, o livro começa a viagem no tempo citando as pioneiras corridas no mundo, nas Américas e no Brasil – esta, por coincidência a primeira da América do Sul. E termina comparando, em fotos, aqueles tempos com a era moderna, expondo as diferenças entre motores, pneus, pistas, prêmios e equipamentos de segurança. Um livro que merecia uma reedição, revista, ampliada e bem distribuída. Que seria uma homenagem às velhas gerações, assim como um presente aos que não viveram o fantástico tempo das Carreteras.

Ficha técnica
Título: Automobilismo no Tempo das Carreteras – em especial no Rio Grande do Sul
Autores: Paulo Roberto Renner e Luiz Fernando Andreatta
Editora: edição independente dos autores
Formato: 22 x 21cm, capa mole
Páginas: 168
Lançamento: 1992
País de origem: Brasil

Todas as quartas o Grun Blig publica a análise de um livro dedicado ao esporte a motor. Caso queira publicar uma resenha neste espaço, envie seu texto para bligdogrun@ig.com.br, sem se esquecer de acrescentar a ficha técnica do mesmo e, sempre que possível, a imagem da capa. A ordem de publicação obedecerá a critérios editoriais, priorizando a qualidade do texto e a relevância da obra. O blogueiro pede desculpas pelo atraso de um dia na edição desta semana, causado pela pane da Internet na cidade de São Paulo.

[Foto: Alexander Grünwald]
enviada por Grünwald, Alexander



02/07/2008 17:29
Post 684 - Comentário do Dia
FÁBRICA DE CAMPEÕES
(escrito em 02 de julho de 2008)



Tem blog novo na área. A fera da vez é o professor José Rubens D'Elia, personal trainer, autor do livro Fábrica de Campeões. Ele já trabalhou com diversos atletas de elite, incluindo pilotos, e é especialista em esportes "de fôlego", como triatlon, maratona e ciclismo. Daí o nome do blog, Fôlego, que entrou no ar esta semana. Ótima pedida para quem quer dicas sobre preparação física, nutrição e reabilitação.

Tentando driblar o congelamento compulsório do layout (o que impede de acrescentar novo links no blogroll, por exemplo), o Grun Blig aproveita o post para recomendar os novos endereços de dois caras que manjam muito de automobilismo e também de outras viagens: Rodrigo Mattar e Flavio Gomes, ambos migrados para o formato Wordpress.

[Foto retirada do blog Fôlego]
enviada por Grünwald, Alexander



02/07/2008 17:02
Post 683 - Comentário do Dia
NINHADA
(escrito em 02 de julho de 2008)

Uma amiga dos tempos de faculdade manda e-mail oferecendo "lindas filhotinhas para adoção imediata", com algumas fotos em anexo. São de uma amiga dela, que não tem como ficar com os cães em questão.

Pois é, eu também não tenho. Além dos bichinhos estarem no Rio de Janeiro, não penso mais em ter cachorros. Mas não dá para ficar insensível a uma das imagens contidas na mensagem. Veja só essas caras!



É como se dissessem "leva eu"... Que figurinhas, não?

[Foto sem crédito]
enviada por Grünwald, Alexander



01/07/2008 21:05
Post 682 - Comentário do Dia
TOURO BRAVO 2
(escrito em 01 de julho de 2008)

Sem comentários...



Saiba mais clicando aqui.
enviada por Grünwald, Alexander



01/07/2008 20:42
Post 681 - Crônica sobre Automobilismo
TOURO BRAVO 1
(escrito em 01 de julho de 2008)

Neste fim de semana tem mais uma etapa da GP2, também como preliminar da F-1, em Silverstone, na Inglaterra. Como de costume, duas corridas. Uma no sábado, com cerca de uma hora, outra no domingo, com 40 minutos.

Tudo bem que a categoria é - apesar de cara - uma ótima escola para os jovens pilotos que miram a Fórmula 1. Mas o grid atual, principalmente se comparado aos dos primeiros três primeiros anos, é um verdadeiro curral. Há bons valores, mas pelo menos metade do elenco é composta pelos chamados "vaca brava", pilotos com pé muito pesado e cabeça oca.



E claro que, num grid desses, um piloto-cabeça evidentemente se destaca. É o que acontece com o brasileiro Lucas Di Grassi, vice-campeão de 2007, que foi convocado para voltar a guiar na rodada dupla da França. De cara, meteu 11 pontos e está a 24 do líder, Giorgio Pantano, e a 17 do segundo colocado, o compatriota Bruno Senna.

Em Silverstone, pista que a maioria dos pilotos conhece, a coisa não será tão fácil. Mas aposto em um bom desempenho dos dois brasileiros citados acima. O curral que se cuide...

[Foto retirada do site Motorsport.com, creditada a XPB.cc]
enviada por Grünwald, Alexander



01/07/2008 18:42
Post 680 - Comentário do Dia
ROLANDO A EMOÇÃO
(escrito em 01 de julho de 2008)

Ainda tentando colocar a casa em ordem, faço questão de recomendar aos amigos leitores dois grandes exemplos de textos regados a emoção, que pude conferir no último fim de semana.

O primeiro é uma crônica de Flavio Gomes, no melhor estilo dos bons e velhos Diários de Viagem, chamada "Copacabana", que pode ser lida visitando este endereço. Um texto que tive a felicidade de ler, coincidentemente, no curto espaço de tempo que passei, entre sábado e domingo, no referido bairro carioca que lhe dá o título.

Já o segundo recomendado do dia é uma sensacional matéria feita pelo repórter Tadeu Schmidt e exibida no programa Fantástico, da Rede Globo. Há uma decupagem dela aqui neste link, mas o lance, mesmo, é assistir ao vídeo enquanto ele está disponível. Dê play na imagem abaixo e prepare o coração...



[Vídeo retirado da érea de vídeos do portal G1]
enviada por Grünwald, Alexander



30/06/2008 19:08
Post 679 - Comentário do Dia
UNION JACK
(escrito em 30 de junho de 2008)

Dias depois do pai destruir um Porsche Carrera, Lewis Hamilton acertou a traseira de Kimi Räikkönen na saída do pit lane de Montreal, durante o GP do Canadá. Semanas antes, o piloto já havia trepado na traseira do carro de Fernando Alonso no GP do Bahrein, bobeado na largada do GP da Malásia, além de ter pago um mico e tanto ao ficar pendurado no palco de uma peça de teatro encenada na Turquia.

Nesta semana, Lewis apareceu novamente, no melhor estilo arroz-de-festa. Posou ao lado do ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, e participou de uma regata na Inglaterra, na qual seu barco - pasme! - envolveu-se em um acidente antes da largada. Tudo para promover a "redenção" de sua imagem junto à imprensa local, que anda às turras com aquele que eles consideravam até anteontem o garoto-prodígio da Fórmula 1.



Para espantar a má fase, Hamilton posou com a bandeira britânica, a famosa "Union Jack", pedindo o apoio da torcida. Será que o vento muda a partir do próximo fim de semana?

[Foto retirada do site Globoesporte.com. Crédito: divulgação]
enviada por Grünwald, Alexander



28/06/2008 19:29
Post 678 - Comentário do Dia
SEXTA MARCHA, CINEMATOGRÁFICA
(escrito em 28 de junho de 2008)

Fim de semana que avança, mas sempre é tempo de ler a coluna Sexta Marcha desta semana, que está no ar desde as primeiras horas da sexta-feira lá no blog Voando Baixo. O texto, desta vez, fala sobre um filme que está batendo recordes de bilheteria na Fórmula 1, protagonizado por um inglês e um brasileiro. Para ler, é só clicar aqui.

Nunca é demais lembrar que você pode acessar todas as colunas de uma vez (aproveite para salvar o endereço nos seus favoritos!) indo direto neste link. Boa leitura e, se der tempo, um bom fim de semana!

enviada por Grünwald, Alexander



27/06/2008 04:30
Post 677 - Selos Velozes
HERÓIS AUSTRALIANOS
(escrito em 27 de junho de 2008)

Na semana passada, na MotoGP, Casey Stoner faturou o Grande Prêmio da Inglaterra, com direito a pole position e volta mais rápida. Vai, aos poucos, renascendo em um campeonato onde parecia carta fora do baralho, mesmo após o bom começo.

Stoner é o atual campeão da categoria máxima do motociclismo mundial, mas não é o único australiano que chegou lá. Antes dele, gente de altíssimo quilate, como Wayne Gardner e Gary Hocking, além do fora-de-série Michael Doohan, já haviam conquistado o título mais cobiçado das duas rodas.

A seção Selos Velozes mostra, desta vez, uma folha impressa justamente na terra dos cangurus. Denominada Australian Heroes of Grand Prix Racing, traz cinco selos com imagens de diferentes pilotos australianos.



Da esquerda para a direita, estão lá, na linha de cima: Michael Doohan (pentacampeão das 500cc entre 1994 e 1998), Wayne Gardner (campeão das 500cc em 1987) - ambos de Honda - e Troy Bayliss (campeão das Superbikes em 2001 e 2006), aqui com uma Ducati na então 500cc.

Já na linha de baixo, há dois caras apenas: Daryl Beattie (que liderou boa parte do campeonato de 1995, até o acidente que lhe deixou com o vice), a bordo de uma Suzuki, e Garry McCoy (que chegou a liderar o campeonato das 500cc em 2000, terminando o ano em quinto), guiando uma Yamaha.

A grande ironia é que Doohan, o mais talentoso de todos, é ignorado nas fotos grandes que ilustram a folha. Justo ele, o maior motociclista australiano de todos os tempos.

Todas as quintas o Grun Blig publica a reprodução de um selo ou uma série emitidos em homenagem ao esporte a motor em qualquer parte do mundo. Caso queira contribuir com este espaço, envie sua sugestão para bligdogrun@ig.com.br, sem esquecer de anexar a imagem e as informações sobre a estampa.

[Imagem retirada do site eBay.fr, sem crédito divulgado]
enviada por Grünwald, Alexander



26/06/2008 20:02
Post 676 - Biblioteca, 15ª edição
OS GRANDES DUELOS DA FÓRMULA 1
(escrito em 26 de junho de 2008, por Alexander Grünwald)



Dizem que a primeira corrida do mundo aconteceu quando o dono do segundo carro fabricado na história parou ao lado do dono do primeiro. Os dois teriam se olhado, olhado para os veículos e... bom, lendas urbanas à parte, o fato é que rivalidades, em maior ou menor escala, sempre fizeram parte do universo do automobilismo.

E a história do esporte a motor é cheia delas. A Fórmula 1, então, nem se fala. Desde os anos cinqüenta, quando imperava um certo “código de conduta” entre os pilotos, alguns nomes já se enfrentavam com alguma freqüência. Os duelos foram passando de geração a geração, até a explosiva fase Prost-Senna, entre os anos oitenta e noventa, quando a palavra guerra passou a ser completamente aceitável para uma decisão de um título mundial.

Nove destas rivalidades históricas são retratadas de forma magistral no livro Os Grandes Duelos da Fórmula 1, de Alan Henry, lançado em 1996. Os principais confrontos que prenderam a respiração de muita gente nestas quatro décadas e meia são contados num texto carregado de sensibilidade, que explora a pilotagem e o lado humano em iguais proporções.

Além da narrativa envolvente, a obra é recheada com aproximadamente uma centena de fotos, todas coloridas e belíssimas, a maioria delas em grande dimensão. Que ajudam, evidentemente, a encorpar a viagem do leitor dentro de cada duelo ali descrito. Os títulos dos capítulos também são atrações à parte. Há pérolas como “Pólos Separados” – falando sobre Piquet e Mansell – ou “III Guerra Mundial”, na parte dedicada ao turbulento período dominado por Senna e Prost.

Sempre com uma leve tendência a falar dos condutores britânicos, o livro termina ilustrando o duelo Hill x Schumacher, desejando melhor sorte ao inglês na temporada 1996. Que, para sorte do autor, foi vencida pelo filho do lendário Graham. Diante dos duelos que aconteceram depois desta temporada, esta obra bem que merecia uma continuação, antes mesmo da F-1 completar 90 anos. Tendo em vista o exemplo da decisão do Mundial de 1997, a certeza é a de que haveria muita história a ser contada...

Ficha técnica
Título: Os Grandes Duelos da Fórmula 1
Autor: Alan Henry
Editora: Edipromo
Formato: 24 x 30cm, capa dura
Páginas: 120
Lançamento: abril de 1996
País de origem: Inglaterra



Sobre o autor
Jornalista e historiador, Alan Henry é um dos mais fluentes e respeitados profissionais dedicados ao esporte motorizado em todo o mundo. Correspondente do jornal The Guardian durante décadas, é o autor de mais de cinqüenta livros, todos marcados pelo estilo envolvente e sensível de seu texto. Editor especial da revista F1 Racing, ele é também o principal responsável pelos anuários da Autocourse, atividade que desempenha desde o fim dos anos oitenta.

Todas as quartas o Grun Blig publica a análise de um livro dedicado ao esporte a motor. Caso queira publicar uma resenha neste espaço, envie seu texto para bligdogrun@ig.com.br, sem se esquecer de acrescentar a ficha técnica do mesmo e, sempre que possível, a imagem da capa. A ordem de publicação obedecerá a critérios editoriais, priorizando a qualidade do texto e a relevância da obra. O blogueiro pede desculpas pelo atraso de um dia na edição desta semana.

[Imagem da capa retirada do site Submarino. Foto Alan Henry retirada do site do jornal inglês The Guardian. Ambas sem crédito divulgado.]
enviada por Grünwald, Alexander



26/06/2008 13:26
Post 675 - Comentário do Dia
CONTRA FLATOS NÃO HÁ ARGUMENTOS
(escrito em 26 de junho de 2008)

A Seleção da Holanda estava mesmo a todo gás na Eurocopa 2008. Era um tal de 3x0 na Itália, 4x1 na França... O negócio ia tão bem que o técnico resolveu poupar alguns titulares para o jogo contra a Romênia.

Um deles era Rafael Van der Vaart, que pelo visto estava louco para entrar em campo. Bom, se ele não estivesse com vontade, os companheiros de banco certamente gostariam que ele fosse ao menos da uma voltinha. Confira no vídeo abaixo:



A Holanda até passou pela Romênia, mas caiu na fase seguinte, para a Rússia. E Rafael, coitado, foi apelidado pela imprensa européia de "Van der Fart". Que maldade...

[Vídeo retirado do Youtube.com]
enviada por Grünwald, Alexander



25/06/2008 23:19
Post 674 - Comentário do Dia
JOGO DOS SETE ACERTOS
(escrito em 15 de junho de 2008)

Era para ter postado isso na époda do GP do Canadá, mas só agora deu tempo. Espero que a piada ainda tenha alguma graça...

Enumere as semelhanças entre as fotos abaixo:




[Imagem GP da Europa 1999 retirada do blog Continental Circus, sem crédito divulgado. Imagem GP do Canadá 2008 retirada do site Motorsport.com, creditada a XPB.cc]
enviada por Grünwald, Alexander



25/06/2008 16:41
Post 673 - Comentário do Dia
AH, É VERDADE
(escrito em 25 de junho de 2008)

Nesta semana fui convidado a participar pela terceira vez do podcast Por dentro dos boxes, capitaneado pelo meu amigo Rafael Lopes. O papo, como sempre, foi pra lá de animado. Debatemos o momento histórico proporcionado por Felipe Massa no GP da França, além de comentarmos as peripércias da 'vacas bravas' da GP2. O programa também tem a participação do camarada Tiago mendonça, editor do anuário AutoMotor, que fez uma grande viagem até Santa Cruz do Sul para acompanhar a quarta etapa da Stock Car.

Para ouvir a edição 62, visite este link do blog Voando baixo e escolha uma das opções (ouvir no site, baixar, ver a lista etc).

[Imagem: editoria de arte Globoesporte.com]

enviada por Grünwald, Alexander



25/06/2008 07:40
Post 672 – Crônica sobre Automobilismo
ELE É O CARA?
(escrito em 25 de junho de 2008)



Numa breve e pretensiosa análise, veja porque Felipe Massa pode – ou merece – ser campeão da temporada 2008 da Fórmula 1.

- Parou de errar
Embora fosse inquestionavelmente rápido, Felipe sempre cometeu erros, o que tornava seu desempenho irregular ao longo de uma temporada. Neste ano, parece ter tomado jeito após zerar nas duas primeiras corridas do ano. Na Austrália, o carro quebrou, mas ele já havia pago o mico de rodar sozinho na primeira curva. Na Malásia, uma “sensação estranha” ao passar sobre uma zebra tirou oito pontos certos do brasileiro, que atolou na brita. Desde então, uma escapada em Mônaco, que custou uma posição na prova, foi tudo. Massa não errou mais, e só não liderou antes o Mundial por erros de sua equipe. Se considerarmos que a fase ruim foi lá no início, dá para concluir que ele errou na hora certa.

- Tem o melhor carro
Nunca é demais lembrar que automobilismo é uma competição entre carros. Os pilotos fazem alguma diferença, é óbvio, mas a lógica diz que o melhor carro vai ser naturalmente mais rápido que os outros. E isso faz de Massa um favorito automático ao título. A vantagem técnica da Ferrari pode fazer a diferença em momentos decisivos, principalmente quando os rivais estiverem em dias ruins. O que foi, visivelmente, o caso da BMW em Magny-Cours.

- Os rivais ajudam
Falando em dias ruins, os concorrentes ao título desta temporada estão abusando dos erros. À exceção de Robert Kubica, que vem pilotando com perfeição, os outros vêm cometendo alguns abusos ao volante, eventualmente eliminando um ao outro da briga. Lewis Hamilton, da McLaren, venceu duas provas até aqui, mas foi o autor de algumas das maiores burradas da temporada. A equipe inglesa, aliás, deve estar sentindo falta de Fernando Alonso, o melhor piloto da categoria, que foi tirar um ano sabático no cockpit da fraca Renault. O companheiro de Massa, Kimi Räikkönen, também anda aprontando, e, de quebra, pegando as sobras das barbeiragens alheias. Em um campeonato equilibrado como este, qualquer errinho pode custar caro, bem caro, lá no fim do ano.

- Vem pilotando com inspiração
Atuações como as do GP da Turquia, onde não deu chances aos adversários, ou no GP do Canadá, que precisou recuperar posições e fez belíssimas ultrapassagens, mostram que Felipe está na sua melhor forma. No terceiro ano de Ferrari, refinou a técnica de pilotagem e passou a usar a quilometragem adquirida em quase sete anos de F-1 a seu favor. A manobra em que deixou para trás dois (bons) pilotos de uma só vez na pista canadense foi um lance exemplar. Ali ele uniu precisão, ousadia e coragem, características fundamentais para quem deseja se tornar um campeão.

- Está com sorte
Esta característica, então, costuma acompanhar os campeões, e não é de hoje. É claro que a sorte ajuda quem trabalha, e Felipe vem fazendo por onde. Mas o problema que tirou a vitória de Kimi Räikkönen no GP do Canadá pode ser um indício de que os ares carregados mudaram de lado. A troca de posição do segundo para o primeiro posto na corrida valeu não dois, mas quatro pontos nesta briga. O finlandês, por ter o mesmo carro, é o rival mais direto na disputa pelo campeonato.

E você? Acrescentaria algum item a esta lista?

[Imagem retirada do site Motorsport.com, creditada a Eric Gilbert]
enviada por Grünwald, Alexander



25/06/2008 06:38
Post 671 – Crônica sobre Automobilismo
STOCK CAR, O FILME
(escrito em 25 de junho de 2008)

Aí está, pra variar, mais uma ótima sacada da turma do Red Bulletin. A edição brasileira do famoso jornal “quase independente”, que segue a mesma linha editorial da edição européia (aquela que tira um sarro com a turma da Fórmula 1), imaginou como seria um filme sobre a Stock Car. Estão lá todos os personagens, do bicampeão ao “cara da TV”. E todos, claro, com uma descrição hilariante. Abre aspas:



Cacá Bueno (Wagner Moura)
É o piloto a ser vencido no competitivo mundo da Stock Car. Faz o tipo polêmico, que não tem meias palavras. Com isso, desperta a ira de vários colegas, que farão de tudo para batê-lo nas pistas (às vezes, literalmente).

Carlos Col (Hugo Carvana)
Homem de ambição e liderança, sua autoridade é imposta naturalmente. Resolve com articulação todos os conflitos do seu dia-a-dia, mas só não fará uma concessão: desistir de ver sua menina-dos-olhos, a Stock Car, ser reconhecida como a maior categoria do mundo.

Ingo Hoffmann (José Wilker)
Lenda viva do esporte, Ingo sabe que terá nesta temporada a sua despedida da Stock Car. Mas antes quer provar ao mundo que pode vencer a última batalha.

Xandy Negrão (Nuno Leal Maia)
Mega-empresário e bom vivant, Xandy parece ter tudo ao seu alcance, mas ele quer mais: vitórias. E para isso não medirá esforços para tornar o seu time o maior vencedor de todos os tempos.

Paulo de Tarso (Tarcísio Meira)
Ex-piloto de Stock Car, Paulo é dono de uma bem-sucedida equipe e tentará passar para seus pilotos o que é preciso para vencer no competitivo mundo das corridas.

Marcos Gomes (André Gonçalves)
Filho de um campeão, Marquinhos nasceu no ambiente das competições. Hoje, ele é o jovem promissor que sonha em se tornar campeão. Mas para isso, terá que domar seu ímpeto juvenil e encarar os melhores do mundo.

Geraldo Rodrigues (Luiz Gustavo)
É um entusiasta do automobilismo que viu a oportunidade de transformar sua paixão em negócio. Negociador habilidoso, consegue transitar pelos mais diferentes ambientes e obter sucesso. Só terá que tomar cuidado contra o maior de todos os inimigos: o ego dos pilotos.

Fiorella Mattheis (as herself)
Uma moça radical em suas atitudes e que conquista o coração de todos no paddock. Filha de um poderoso chefe de equipe, promoverá uma corrida paralela àquela disputada dentro das pistas: a da sedução.

Thiago Camilo (Rodrigo Santoro)
É o melhor amigo de Cacá. Companheiros inseparáveis, suas vidas mudam repentinamente quando seus patrocinadores resolvem criar uma disputa pela vaga na melhor equipe na próxima temporada. Será que a amizade sobreviverá à competição?

O Arquiteto (Antônio Fagundes)
Ele não é piloto, mas dirige o maior veículo de todos: a TV Globo, a Matrix da Stock Car.

Fecha aspas.

A edição de Santa Cruz do Sul, onde este devaneio foi publicado, também traz outra viagem, esta sobre quatro rodas. O repórter Tiago Mendonça foi de carro para a quarta etapa da Stock Car. A bordo de um Peugeot 307 Sedan, percorreu 2400km (ida e volta), levou três dias em cada perna e no caminho foi ultrapassado até por um caminhão de porcos... Mas a matéria ficou bem divertida.

Para ver os PDFs de tudo isso aí, vá direto ao site do Red Bulletin. Lá também está o blog do Peroldo Rocha, figuraça, com quem bati um animado papo na semana passada via MSN. Boa leitura!

[Ilustração: Marcelo Garcia / MGStudio, para o Red Bulletin]
enviada por Grünwald, Alexander



25/06/2008 05:41
Post 670 – Comentário do Dia
HERESIA
(escrito em 25 de junho de 2008)

Eu sou um apaixonado por Porsches. E por isso fiquei danado da vida com o que li em blogs de conceituados jornalistas a respeito da matéria da revista Playboy que deveria, supostamente, homenagear os 60 anos da marca alemã. Dizem eles que a publicação ilustrou a matéria com a foto de uma... Ferrari! Isso mesmo, uma Ferrari. A reprodução da página, realmente, não deixa dúvidas.



O Pandini, responsável pela assessoria de imprensa da Porsche no Brasil, garante que o jornalista que assinou a matéria (perdoem-me, não sei quem é) não tem nada a ver com o imperdoável descuido. Menos mal.

Ao infeliz que escolheu a foto, só posso dizer que há certas coisas que se tem que aprender desde pequeno. Uma delas é ter bom gosto. É o caso do menino do vídeo aí abaixo, sem dúvida alguma.



Pois é... "there is no substitute!"

[Imagem: reprodução revista Playboy, retirada do novo blog de Flavio Gomes. Vídeo disponível no Youtube.com]
enviada por Grünwald, Alexander



25/06/2008 05:07
Post 659 – Crônica sobre Automobilismo
ALEGRIA SEM TAMANHO
(escrito em 25 de junho de 2008)

Após o Grande Prêmio da França de Fórmula 1 de 2008, Felipe Massa falou aos jornalistas brasileiros. Disse que estava feliz pelo momento, mas que era “pequenininho diante de campeões como Senna, Piquet e Emerson”. Mas que, com muito trabalho, tentaria “chegar mais perto deles”.

Grande Felipe. Que pode até ser pequeno no tamanho, se sentir pequeno diante destes mitos que citou, mas que deu a maior declaração que alguém poderia dar numa situação como a dele. Afinal, o piloto da Ferrari quebrou dois tabus de uma só vez. Venceu na França, 23 anos depois do único triunfo brasileiro por lá, de Nelson Piquet, e se tornou o novo líder do Mundial, algo que um piloto de sua nacionalidade não alcançava desde Ayrton Senna, em 1993.



O fato é que a sorte ajuda os que trabalham. E Felipe vem trabalhando bastante desde que jogou oito pontos fora numa rodada boba no GP da Malásia. A partir daí, venceu três vezes e chegou onde dava para chegar nas demais corridas. Tática semelhante à adotada em 2005 por Fernando Alonso, contra um adversário forte e inconstante como a McLaren de Kimi Räikkönen.

E bem que Massa já poderia estar liderando o campeonato, não fossem os erros da Ferrari nas provas de Mônaco e do Canadá. Pelo andar da carruagem vermelha, o que houve com Räikkönen na França, perdendo um cano de escapamento quando liderava tranqüilo, é um problema que poderia ter atingido tanto o finlandês quanto o brasileiro. Mas, desta vez, a sorte escolheu o outro lado. Assim, os oito pontos do segundo lugar, em briga direta com o companheiro de equipe pela vitória e pelo campeonato, se transformaram em dez. Bom para Felipe, bom para o Brasil, bom para a Fórmula 1.

Estrela cadente

Enquanto isso, na sala da justiça, o super-prodígio Lewis Hamilton cometia mais um erro de principiante. Tudo bem, ele ainda é um principiante, com vinte e poucas corridas na F-1, mas guia uma McLaren e já foi vice-campeão! Contando com o corte de uma chicane que lhe custou uma passagem pelos boxes, são seis erros nas dez últimas provas, sem contar o polêmico caso do botão. Mais uma vez não pontuou e viu a diferença para o líder aumentar para dez pontos. A coisa está preta...



Quem continua comendo pelas beiradas no ponto a ponto pelo campeonato é Robert Kubica. A BMW do polonês não é exatamente o melhor carro, mas com a série de corridas malucas que insistem em acontecer, o título deste ano deve ficar com o piloto que errar menos, tenha ele o melhor carro ou não. E nesse quesito, Kubica vem dando um show.

Show, também, foi a corrida de Nelson Ângelo Piquet, que esteve muito bem durante todo o fim de semana. Liderou um dos treinos livres, largou entre os dez primeiros, andou forte na corrida e foi presenteado com um escorregão de Fernando Alonso para tomar o sétimo lugar do espanhol. Com o companheiro desmotivado, Nelsinho tem mais é que brigar para ter o seu espaço e assim ganhar a confiança da equipe Renault, visando a próxima temporada. Os primeiros pontos, além de um alívio, foram também um alento.

A menção honrosa do fim de semana vai para Jarno Trulli, que vai renascendo aos poucos junto com a Toyota. Guiou com ferocidade e segurança, mantendo-se bravamente à frente de carros mais rápidos. Uma bela homenagem a Ove Anderson, ex-dirigente da divisão de competições da montadora, que morreu na semana anterior à corrida.

[Fotos retiradas do site GP Update, creditadas à Agência Sutton]
enviada por Grünwald, Alexander



25/06/2008 05:04
Post 658 - Crônica sobre Automobilismo
PITACOS DE CATEGORIA - GP DA FRANÇA
(escrito em 25 de junho de 2008)

Ainda hoje, aqui no Grun Blig, a tradicional análise de pilotos e equipes no GP da França de Fórmula 1, nos Pitacos de Categoria.

O blogueiro pede desculpas aos silenciosos e aos falantes leitores pela demora em postar nos últimos dias. Foi um fim de semana complicado, com duzentas categorias diferentes disputando corridas, e um início de semana igualmente agitado no trabalho, com os especiais que estamos preparando para o Grid Motor. Aos poucos, voltamos à programação normal.

enviada por Grünwald, Alexander



24/06/2008 03:21
Post 657 – Comentário do Dia
SONHO DE CRIANÇA
(escrito em 24 de junho de 2008)

Você é um apaixonado por automobilismo. Teu filho, logo cedo, também mostra interesse pelo assunto e começa a entender tudo sobre Fórmula 1. Nem mesmo aprende a ler e escrever e já conhece todos os carros, os pilotos, os circuitos. É daqueles que olha fotos de diferentes temporadas e diferencia facilmente o capacete de determinado piloto ou o carro de certa equipe. Isso tudo por míseros detalhes, como o discreto adesivo de um patrocinador que não estava lá no ano anterior, ou a mudança de um tom de amarelo, por exemplo. É, em outras palavras, o orgulho do papai.

Aí, eis que o menino completa oito anos de idade. E você, embevecido com a sagacidade daquela ferinha, resolve lhe dar um grande presente de aniversário. Grande, não. Inesquecível. Graças aos amigos que você fez ao longo da vida, justamente por trabalhar envolvido com o automobilismo desde cedo, que você tem a oportunidade de realizar um sonho de criança. Seu e dele, de uma só vez.

Clique aqui e veja o presente que Gabriel Pandini vai guardar para sempre na memória. Ao pai dele, o nosso amigo Panda, meus públicos e sinceros parabéns pela iniciativa!

enviada por Grünwald, Alexander



20/06/2008 20:12
Post 656 - Comentário do Dia
SEXTA MARCHA E ALGO MAIS
(escrito em 20 de junho de 2008)

Já está no ar, neste link do blog Voando Baixo, a minha coluna Sexta Marcha. Nesta semana, o texto fala sobre as coincidências entre duas temporadas que, daqui a muito tempo, ainda terão seus lugares na história.

Aproveite e confira também as pautas que Lopes e Grünwald desenvolveram em conjunto nesta semana para a cobertura da Fórmula 1 no Globoesporte.com:

• Lewis Hamilton, de prodígio a trapalhão - clique aqui para ler.

• GP da França terá o maior índice de vencedores no grid nos últimos 22 anos - clique aqui para ler.

Sempre lembrando que você pode conferir o arquivo com todas as colunas já publicadas, clicando aqui.

Bom fim de semana a todos!

enviada por Grünwald, Alexander



20/06/2008 03:06
Post 655 – Selos Velozes
50 ANOS DE LE MANS
(escrito em 20 de junho de 2008)

Após uma semana de ausência, a série Selos Velozes volta à normalidade. Falando, é claro, das 24 Horas de Le Mans, prova que aconteceu no último fim de semana. Hoje apresentamos uma folha prensada na França em 1973, homenagem aos cinqüenta anos da mais famosa e prestigiosa corrida de longa duração do mundo.



A estampa em questão é de dimensões suaves, desenhada a mão livre por Georges Bétemps. Retrata o Matra Simca azul número 15 da dupla Henry Pescarolo – Graham Hill, que faturou a prova em 1972, ano precedente à prensagem do selo. É decorada com grafismos alusivos ao tempo, representados por ponteiros.

Vale ressaltar a folha que acompanhou o selo em seu lançamento, cujo texto conta um pouco da história da prova, fazendo referência ao já distante período entre os dias 26 e 27 de maio de 1923, quando aconteceu a primeira edição, desde sempre organizada pelo Automóvel Clube do Oeste. Na época, André Lagache e René Léonard, a bordo de um Chenard, cobriram 128 voltas à velocidade média de 92,064km/h.
]


Só a título de comparação, na edição de 2008 o Audi vencedor do trio Capello – Kristensen – McNish fechou as 24 horas cumprindo 381 voltas, à velocidade média de 240,333km/h.

Todas as quintas o Grun Blig publica a reprodução de um selo ou uma série emitidos em homenagem ao esporte a motor em qualquer parte do mundo. Caso queira contribuir com este espaço, envie sua sugestão para bligdogrun@ig.com.br, sem esquecer de anexar a imagem e as informações sobre a estampa.

[Imagens retiradas de sites estrangeiros de leilões, sem crédito divulgado
enviada por Grünwald, Alexander



19/06/2008 16:48
Post 654 – Comentário do Dia
NESSE DIA BRANCO / SE BRANCO ELE FOR
(escrito em 19 de junho de 2008)

Viver na cidade-que-não-anda é realmente uma provação. Ou você acha que é legal levar duas horas e quinze minutos para atravessar uma avenida de 1800 metros numa noite de segunda-feira? Não, não é.

Mas esqueçamos o trânsito. O que tem feito diferença, nos últimos dias, é o frio. No fim de semana, os termômetros bateram os sete graus pela madrugada e, na segunda, a máxima foi de 14º às duas da tarde (!). Sem contar a névoa e o vento, que criam a tal da sensação térmica. Ao andar na rua pela manhã, parece que abrimos uma geladeira gigante e ficamos na porta, tentando escolher alguma coisa abaixo do congelador.




As fotos acima são da Avenida Paulista às sete da manhã de segunda, clicadas pelo brother Bruno Vicaria. Na boa, estou começando a entender o porquê do metrô paulistano não ter ar condicionado...

[Fotos retirada do blog Laje de Imprensa]
enviada por Grünwald, Alexander



19/06/2008 08:35
Post 653 - Comentário do Dia
TOURO VELOZ
(escrito em 19 de junho de 2008)

Esta é a placa de box do alemão Sebastian Vettel, da Scuderia Toro Rosso. Fala a verdade: tem como não ser fã dos caras? Isso porque você ainda não viu o media guide deles...



[Foto retirada do site GP Update, creditada à Agência Sutton]
enviada por Grünwald, Alexander



19/06/2008 07:59
Post 652 – Biblioteca Internacional, 3ª edição
JEAN ALESI – 1983-1995, ITINÉRAIRE D’UN CHAMPION
(escrito em 19 de junho de 2008, por Alexander Grünwald)



A ascensão fulgurante de Jean Alesi nas categorias de base certamente deu aos franceses a esperança de que a escola de grandes pilotos do país dos anos setenta e oitenta, coroada brilhantemente pelos títulos de Alain Prost, teria continuidade na Fórmula 1. Mas o desenrolar da carreira do piloto nascido em Avignon provou que, para ser um campeão, é preciso tomar as decisões corretas e aproveitar as oportunidades.

As aventuras e desventuras de Alesi são retratadas – literalmente – no livro Jean Alesi – 1983-1995 – Itinnéraire d’un Champion, de Jean-François Galeron. A obra acompanha a trajetória do piloto desde os tempos em que lutava por um lugar ao sol, até a glória de sua única (então primeira) vitória na Fórmula 1, guiando pela equipe Ferrari.

Com prefácio de Ken Tyrrell, primeiro patrão de Alesi na F-1, o livro traz cerca de 140 fotos, todas legendadas, contendo informações sobre cada um dos momentos eternizados pelas lentes de Galeron. Todo em francês, é entremeado ainda por breves citações e depoimentos de pessoas que conviveram com Alesi ao longo dos 13 anos revistos nas imagens.

Imagens que revelam os percalços do francês, em especial a bordo do carro vermelho de Maranello. Mas que relembram, também, alguns momentos de brilho do aguerrido piloto, como a liderança de um GP e o primeiro pódio com a modesta Tyrrell, nos Estados Unidos, a pole em Monza com a Ferrari e a esperada conquista no alto do pódio canadense. Um merecido registro sobre o último romântico da Fórmula 1.

Ficha técnica
Título: Jean Alesi – 1983-1995, Itinéraire d’un Champion
Autor: Jean-François Galeron
Idioma: Francês
Editora: La Sirène
Formato: 24 x 28,5cm, capa dura
Páginas: 96
Lançamento: 1995
País de origem: França

Sobre o autor
Nascido em setembro de 1957 em Lyon, Jean-François Galeron é um dos mais conceituados fotógrafos especializados em automobilismo da França e de toda a Europa. Passou boa parte de sua carreira na agência Autopresse, até tornar-se independente, em 1994. É autor de diversos anuários e livros sobre a Fórmula 1 e seus personagens, incluindo Ayrton Senna, Alain Prost e Michael Schumacher. Acompanhou a carreira de Alesi desde a Fórmula 3, que o piloto disputou em seu país.

Todas as quartas o Grun Blig publica a análise de um livro dedicado ao esporte a motor. Caso queira publicar uma resenha neste espaço, envie seu texto para bligdogrun@ig.com.br, sem se esquecer de acrescentar a ficha técnica do mesmo e, sempre que possível, a imagem da capa. A ordem de publicação obedecerá a critérios editoriais, priorizando a qualidade do texto e a relevância da obra. A edição desta semana foi publicada apenas na quinta-feira devido aos problemas técnicos apresentados pelo blig, aparentemente resolvidos.

[Imagem retirada da versão francesa do si