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06/01/2009 22:39
Post 808 - Comentário do Dia
COM QUE ROUPA ELES VÃO?
(escrito em 06 de janeiro de 2009)
Enquanto muita gente ainda se pergunta se realmente haverá Fórmula 1 em 2009, o craque das artes gráficas Bruno Mantovani abre o ano com um exercício bem bacana: simular, de acordo com seu próprio gosto, o design dos carros desta temporada. O trabalho começa com o layout da Ferrari, atual campeã dos construtores.

Para acompanhar a série, vá direto ao blog dele, que pode ser acessado neste link.
[Imagem: arte de Bruno Mantovani]
enviada por Grünwald, Alexander
06/01/2009 21:41
Post 807 Crônica
TUDO NOVO DE NOVO, PARTE 3
(escrito em 06 de janeiro de 2009)
Um dos grandes tiros no pé que o Brasil dá neste início de 2009 chama-se reforma ortográfica. Aprovada pelo Congresso Nacional em setembro passado, ela entra em vigor após um acordo que visa, basicamente, unificar a língua falada nos oito países que têm o português como idioma oficial. Isso é positivo para alinhar as gramáticas e redefinir o status do país, que estaria supostamente deslocado em relação aos demais. Pelo menos, é isso que garantem alguns acadêmicos que defendem a mudança.
Mas como levar a sério uma reforma ortográfica que elimina acentos e tremas com tamanho desprendimento? Numa hora dessas, lembro do amigo Chico Inglês, alfabetizado antes da reforma de 1967, que sempre escrevia seus e-mails colocando diversos parênteses entre as frases, invariavelmente com a mesma pergunta: (isso ainda tem acento?). Em geral eram palavras como êles, portuguêsa, entre outras que tiveram seus chapeuzinhos eliminados na última facada idiomática do século XX.
A língua é viva, se transforma, e tudo tem mesmo que evoluir. É preciso lembrar que, há cem anos, proibido levava H, objeto tinha C, e por aí vai. Mas certas coisas têm limite. Um destes limites é ver que a ausência de um acento pode mudar completamente o sentido do que é dito. Um bom exemplo foi dado pelo professor Pasquale Cipro Neto, em palestra interna na TV Globo: uma manchete de jornal com a frase transito para São Paulo passa a ter duas interpretações sem o acento em pára; será necessário esclarecer se o trânsito é em direção a São Paulo ou se o trânsito congestiona a cidade.
E já que muitas frases ficarão sem sentido, ficamos aqui nos perguntando justamente o sentido disso tudo. Além dos acentos eliminados sem piedade, seremos obrigados a escrever tudo sem trema. Na boa, não dá para levar a sério uma língua que elimina o trema de suas palavras, sendo que ele é extremamente necessário para que ninguém pague cinkenta reais em algum produto, ou para que todo mundo continue entendendo a diferença fonética entre lingüiça e preguiça. Ah, e ainda oficializaram a volta do K, do Y e do W, letras que sempre fizeram parte do nosso vocabulário. Abra o dicionário mais próximo e comprove.
A bagunça, no entanto, não pára por aí. Há, ainda, novas regras para o uso do hífen (hífen, aliás, continua com acento, sim senhor). O grande problema é que algumas composições que tinham o querido tracinho não o possuem mais, criando grafias que são verdadeiros monstros. Por outro lado, algumas que eram escritas sem o hífen precisam agora do traço. Não bastasse, como sempre foi comum na nossa língua, as exceções continuam existindo em profusão. Escrever este tipo de palavra, com prefixos, tornou-se uma imensa armadilha, um samba do crioulo doido.
Desde o dia primeiro de janeiro de 2009, a nova grafia da língua portuguesa (que atinge cerca de meio por cento das palavras) é facultativa no Brasil. Durante quatro anos, serão aceitas as duas formas. No entanto, os principais jornais do país já estão adotando as inevitáveis mudanças em suas páginas. Alguns deles, retratando a revolta sem perder o bom humor. É o caso do diário Extra, do Rio de Janeiro, que está colocando uma manchete por dia ironizando a reforma. Pérolas como ator desabafa: platéia não é mais a mesma ou mãe de juiz não vai agüentar mais ser xingada. A melhor, disparado, foi a de domingo passado. Ao ler que acento de vôo cai e ninguém se machuca, uma senhora ao meu lado comentou: é coisa de Deus, não?. Pois é, pelo visto ela não sabe. Mas caiu direitinho na piada, tanto quanto os acentos de vôo, enjôo, relêem, e pó aí vai.

O que revolta nesta deforma ortográfica é perceber que, no fim das contas, a ignorância venceu. Quem sempre estudou, se aplicou, procurou esmiuçar as nuances de uma língua riquíssima como a portuguesa, entrou pelo cano. Vai precisar reaprender ou melhor, desaprender a escrever. Já os que nunca tiveram capacidade ou sequer se esforçaram para aprender a usar corretamente um trema, um hífen ou um acento, estão comemorando. Afinal, são o mesmo tipo de gente que sempre argumentou que acento, crase e trema só servem para atrapalhar. Bando de analfabetos, isso sim. Mas o que esperar de uma coisa que foi aprovada pelos nossos representantes no poder legislativo?
Já que me deram este direito, permitam-me escrever, até o dia 31 de dezembro de 2012, em brasileiro antigo. Porque o idioma português com o qual eu me identifiquei desde os quatro anos de idade, quando já sabia ler e escrever, infelizmente foi passado para trás. E minha extensa biblioteca, por conseguinte, também.
[Imagem retirada do site do jornal Extra]
enviada por Grünwald, Alexander
05/01/2009 20:14
Post 806 Crônica
TUDO NOVO DE NOVO, PARTE 2
(escrito em 05 de janeiro de 2009)
No primeiro post do ano, este blog citou o momento de turbulência da economia mundial, que está fazendo muitas empresas e investidores puxarem o freio de mão sem pensar duas vezes. Atitude que tem muitas justificativas, como a prudência, a diminuição de estragos já feitos e até mesmo a própria sobrevivência. Neste momento, um retrato emblemático do lado selvagem do capitalismo está no comportamento de alguns gigantes do ramo automotivo e automobilístico.
Numa era em que o esporte a motor se tornou a Disneylândia das montadoras, elas brincam como nunca com a história e os rumos de categorias de ponta, de equipes de competição tradicionais e de marcas lendárias, tudo sem o menor pudor. Quando querem, entram na festa, inflacionam tudo, metem os pés pelas mãos e tudo mais. Aí o brinquedo ficou caro? Não deu retorno? Corta. Simples assim. Que nem um pai que coloca o filho para praticar judô, natação, capoeira, inglês, piano, então vê o orçamento apertar e resolve parar com tudo da noite para o dia, deixando o moleque a ver navios, sentado indócil no sofá de casa.
As montadoras, de fato, precisam cuidar de seu negócio principal, que é vender carros. Mas foram elas próprias que transformaram a relação mercadológica do automobilismo com visões deturpadas dos valores do esporte. Geralmente, dirigidas por CEOs espertalhões, que só querem ver os lucros crescendo e as metas batidas. Idiotas de terno e gravata que administram empresas sempre da mesma forma, não importando se elas vendem salsichas, computadores, seguros, remédios ou automóveis. Assim, estão pouco se lixando para o que o esporte representa. E seria igual com doentes, segurados, profissionais de informática ou comedores de salsicha, caso eles atuassem em outro ramo.
Por causa do que acontece fora das pistas, as baixas vão se espalhando: a Honda dá adeus à Fórmula 1, a Suzuki e a Subaru deixam o WRC, a Kawasaki deve sair da MotoGP e a Audi já pulou fora da ALMS. Até infelizes desdobramentos causam perdas irreparáveis, como o fim da lendária equipe Petty Entreprises da NASCAR, uma espécie de Ferrari dos ovais americanos. E os baques sucessivos de uma instituição como a General Motors, que foi a líder mundial de vendas de automóveis por 77 anos consecutivos, dão o tom do rumo que os mercados estão tomando. Um engolindo o outro, sucessivamente.
O caso da GM, em particular, representa bem isso. Os fabricantes estadunidenses, outrora soberanos em seu próprio território, foram destronados pelos japoneses, que pouco a pouco se viram forçados a dar lugar aos coreanos. E que agora estão perdendo espaço para os chineses. Os mesmo que, futuramente, devem se preocupar com o crescimento dos indianos. Pois é. E depois dizem que o Brasil que é o país do futuro. Claro, claro...
[Imagem retirada do blog Voando Baixo, creditado à divulgação da equipe Honda]
enviada por Grünwald, Alexander
05/01/2009 00:03
Post 805 Crônica
TUDO NOVO DE NOVO, PARTE 1
(escrito em 04 de janeiro de 2009)
É sempre assim. Chega o mês de dezembro, o trabalho aumenta, e você se enrola todo com os compromissos. Mal consegue dar conta de tanta coisa para fazer, tanto prazo para cumprir, mas, no fim sabe-se lá como tudo dá certo. Aí, quando você ainda está em ritmo de classificação, vêm as festas, com aquele roteiro de presentes-família-guloseimas-preguiça e, de uma hora para outra, pimba! Já é ano novo.
Enquanto a gente ainda tentava entender como é que um ano passou tão rápido, vem outro e começa na pressão, sem pedir licença. Para desespero, principalmente, de quem fechou o 12º mês do ano anterior certo de que ainda havia muita coisa por fazer, coisas que não foram feitas nos onze meses anteriores e que (Deus queira!) vão se concretizar no ano que já está em andamento.
Mas já que não dá para modificar o tempo que ficou para trás, é hora de olhar para frente e traçar novas metas, reaver velhos planos, fazer o seu caminho. Sem esquecer das lições e das experiências que o cumprimento de mais esta etapa vai deixar em cada um de nós. Dois mil e nove é um ano que começa, ao mesmo tempo, tímido e feroz. Culpa da tal crise, um fantasma abstrato feito de cifrões e medos que está engolindo empresas e investimentos nos quatro cantos do planeta.
Nesta onda gigante que afeta a economia mundial, muitos foram pegos de surpresa e viram suas embarcações à deriva de uma hora para outra. É claro que há os que preferem mergulhar para não tomar caixote, assim como os que se apavoram e acabam afogados por conta do próprio pânico. Crises são assim mesmo: às vezes a marola castiga mais que a própria onda. Mas quem se dá bem, na maior parte das vezes, são aqueles que aceitam que ela, a onda, é inevitável. Porém, mostram-se ousados o bastante para tentar surfá-la, tornando-se ainda mais fortes no momento em que reencontram as águas calmas.
Toda essa tempestade prova, de novo, que não é à toa que as palavras capitalismo e canibalismo se parecem tanto. E como o destino é implacável nessas coisas, não poderia haver data mais adequada para Cuba celebrar os 50 anos de sua revolução socialista. Que não sucumbiu com a morte de Che Guevara, nem com o fim da União Soviética, com o embargo econômico dos Bushs da vida, com o sucateamento de carros, ônibus e afins, e nem com o afastamento de Fidel Castro, que entregou o poder ao irmão Raul recentemente. O socialismo de Cuba não deixa de ser um regime ditatorial, mas a esta altura deve ter muito cubano rindo da desgraça alheia. Pelo visto, vai demorar um pouquinho mais para os McDonalds brotarem na ilha.
De qualquer forma, seja surfando ou se encolhendo, o importante é atravessar esta crise. Um momento para continuar pensando e agindo positivamente, com criatividade, força de vontade e a certeza de que você pode fazer de 2009 um ano muito especial. O Grun Blig, que neste sábado completou o terceiro ano de existência, retoma nesta semana seu ritmo normal, pronto para se reinventar desde já. Pode crer que vem muita coisa legal por aí.
Na dúvida, siga a recomendação daquele anúncio (brilhante) do Bradesco, e tenha um FELIZ DOIS MIL INOVE!
enviada por Grünwald, Alexander
23/12/2008 18:06
Post 804 - Pit Stop
THE WAY YOU ARE
(escrito em 23 de dezembro de 2008)
Com tanta assessoria de imprensa no meio automobilístico, todos os anos chegam dezenas de cartões de Natal na caixa de e-mails. Alguns, xaropes; outros, sinceros e bem feitos; mas, de vez em quando, chega um que se sobressai aos demais, seja pelos dizeres, pelo design ou por outro motivo qualquer.
Neste fim de 2008, o melhor de todos (até agora) foi mandado há poucos instantes pela assessoria do piloto Bruno Senna. É um cartão animado, meio psicodélico, que mostra um desenho com o capacete amerelo envolto pelos nomes de diversas equipes da Fórmula 1 e da GP2, além de adjetivos como experiência, velocidade e por aí vai. Ao lado, a paergunta: "você quer saber qual carro eu guiarei em 2009?" Eis que a figura abaixo aparece.
Fora a péssima combinação de cores do carro em si, não há como negar que a marca Senna está muito bem representada. Bruno, pelo visto, dará prosseguimento àquela história de determinação, paixão, disciplina e tudo mais que sempre esteve associado à imagem do seu tio Ayrton.
Enfim, se há alguém pode fazer isso, este alguém é ele.
[Imagem: Imprensa Bruno Senna]
enviada por Grünwald, Alexander
23/12/2008 16:30
Post 803 - Pit Stop
SEI LÁ, MIL COISAS
(escrito em 23 de dezembro de 2008)
Às vésperas do Natal e da passagem de ano, é hora de dar uma descontraída. O gracejo do dia fica por conta do Alexandre Carvalho, aquele mesmo que mandou a foto do Helinho escalando outros alambrados.
A pérola da vez é um recorte da entrevista que o tricampeão Nelson Piquet deu à revista Veja em 1981. Como disse o Alexandre, "quando essa entrevista foi publicada, o significado era outro. Mas ficou engraçado".
Ficou mesmo. Pra gente ver que certas gírias se transformam com o tempo...
[Imagem: reprodução Internet]
enviada por Grünwald, Alexander
18/12/2008 19:13
Post 802 Comentário do Dia
E TOME PRÊMIO
(escrito em 18 de dezembro de 2008)
Falando em prêmios, eis mais um que não pode passar batido. O meu amigo Renato Machado, a quem devo um café há um tempão (mais de um ano, se bobear), está feliz da vida. E com toda razão. Ele recebeu, no dia 10 de dezembro, o Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo, em Porto Alegre. O troféu veio em função das excelentes charges publicadas diariamente num dos jornais de maior circulação no Brasil, o Diário de S. Paulo.
O trabalho do grande Batata pode ser visto também no blog dele, o impagável Spermograma. E este reconhecimento é espetacular, porque não é de hoje que este rapaz foge do factual, do trivial, para enveredar em temas que apontam o dedo para as mazelas do nosso país.
Machado, carioca como eu, também vive em São Paulo. E é um sujeito adaptadíssimo à cidade. Uma prova de que nem tudo está perdido, enfim.
Em tempo: o digníssimo cartunista não foi o único amigo a faturar o prêmio neste ano. Na categoria Televisão, o caneco ficou com a equipe capitaneada pelo competente Guilherme Roseguini. Graças a uma das edições do programa SPORTV Repórter, cujo tema era Infância roubada: a violação dos direitos humanos nas categorias de base do futebol. Programaço, por sinal.
Parabéns a todos!
enviada por Grünwald, Alexander
17/12/2008 19:27
Post 801 - Comentário do Dia
REGI, O CARA
(escrito em 17 de dezembro de 2008)
Era para ter postado isso há dois dias, mas não deu tempo, pra variar. Mas essa merece registro. O nosso ídolo-mór Reginaldo Leme, jornalista que dispensa apresentações, recebeu o Prêmio Ford-Aceesp 2008 na categoria comentarista de TV.

Para quem não sabe, Aceesp significa 'Associação dos Cronistas Esportivos do estado de São Paulo', uma entidade que funciona como uma espécie de guarda-chuva para a classe, dentro do meio jornalístico em geral. Ainda não consegui confirmar esta informação, mas parece que é a primeira vez que um profissional não ligado diretamente ao futebol é agraciado com este prêmio.
A relação dos premiados deste ano está neste link, que dá uma idéia de como o ópio do povo domina o negócio. Parabéns, Regi, por mais esta conquista. O automobilismo é, pelos mais variados aspectos, o segundo esporte mais popular do Brasil. E todos nós, de certa forma, devemos isso a caras como você, que batalham há décadas para descomplicar o assunto e propagá-lo ao grande público.
[Foto retirada do site da Aceesp, sem crédito divulgado]
enviada por Grünwald, Alexander
12/12/2008 18:10
Post 800 - Comentário do Dia
BUS STOP
(escrito em 12 de dezembro de 2008)
No início do ano, escrevi um comentário irônico sobre a esperada notícia de que o metrô paulistano passaria a contar com antenas para celular e com ar condicionado nos vagões dentro de alguns meses. Igualzinho a outros metrôs do primeiro mundo, como o de Nova Iorque e o do Rio de Janeiro. Bem, o verão já chegou, o ar ainda não; já os celulares, esses pegam numa ou outra estação da linha verde e olhe lá, mas pelo menos já é alguma coisa.
Juro que prometi a mim mesmo me comportar ao falar destes assuntos, mas é que agora não deu. Nesta semana, o SPTV mostrou o novo sistema que entra em operação nos corredores expressos de ônibus. Um lance monitorado por satélite ou coisa parecida. Nele, os números das linhas aparecem num painel eletrônico, acompanhados do tempo estimado para a chegada de cada uma.
Um passageiro, todo empolgado, disse ao repórter: vai ser ótimo, a gente não vai ficar tão perdido!.
Ah, velho, me desculpe, mas vai sim. Experimente perguntar num ponto qualquer qual é o ônibus que você precisa pegar para ir a determinado lugar. A resposta jamais virá na forma de um número, e sim do ponto final daquela linha. Daquela e de mais umas duzentas. E você lá, que nem um bocó, tentando decifrar aquela sopa de letrinhas do placar eletrônico, enquanto os Ana Rosa, os João Dias, os Pinheiros, entre outros, passam lotados literalmente.
Me engana que eu gosto, São Paulo.
enviada por Grünwald, Alexander
12/12/2008 17:37
Post 799 - Comentário do Dia
BLUE AND BLACK LABEL
(escrito em 11 de dezembro de 2008)
Atenção: post publicado com um dia de atraso por causa veja só! dos problemas com o servidor do blig...
* * *
Para animar um pouco um dia que não começou lá essas coisas, uma ótima lembrança: hoje, 11 de dezembro de 2008, o título mundial do Grêmio Futebol Porto Alegrense completa 25 anos.
E a turma do GLOBOESPORTE.COM caprichou na homenagem, com uma série de matérias especiais. A começar por esta aqui, que dá uma boa idéia da trajetória daquele time, que revelou um jovem atacante que se tornaria ainda mais conhecido pouco tempo depois.
Saudações tricolores!
[Imagem retirada do GLOBOESPORTE.COM, creditada à editoria de arte do site]
enviada por Grünwald, Alexander
10/12/2008 13:18
Post 798 - Crônica sobre Automobilismo
IIINGOOOOOO!!!
(escrito em 10 de dezembro de 2008)
Neste fim de semana a tradicional Sexta Marcha nao foi ao ar. No entanto, este blogueiro foi privilegiado com a oportunidade de entrevistar (à distância, é verdade) o mestre Ingo Hoffmann, que cumpriu neste domingo sua última participação em 30 temporadas ininterruptas na Stock Car.
A entrevista, que foi capitaneada pelo colega Rafael Lopes, está aqui neste link do GLOBOESPORTE.COM. Entre os diversos momentos marcantes, vale destacar aquele em que o "alemão" se emociona ao falar do anúncio da aposentadoria, feito ao vivo, pela TV.
Para completar, o dodecacampeão (nossa, é mais fácil falar que ele faturou o título 12 vezes!) ainda ganhou, em Interlagos, o carro que o levou ao primeiro campeonato, em 1980. Um Opalão lindo, restaurado, com tudo tinindo igual ao original. E se você acha que Ingo ficou só olhando para o brinquedinho, se engana...
Coloque no modo fullscreen e repare, neste vídeo, as lágrimas, a emoção e o sorriso de criança presentes a cada segundo de volta rápida. Sim, rápida. Não pense que iria aliviar numa hora dessas...
Parabéns, Ingo, por tudo. Você merece todas as homenagens.
[Foto de Luca Bassani, retirada do site Globoesporte.com. Vídeo retirado do site oficial da Stock Car]
enviada por Grünwald, Alexander
04/12/2008 20:25
Post 797 - Comentário do Dia
ENCONTROS PARA A HISTÓRIA
(escrito em 04 de dezembro de 2008)
Se você está acessando este blog agora é porque, provavelmente, curte automobilismo. Então fica a dica: não perca a matéria especial que vai ao ar no Grid Motor desta sexta-feira, dia 5 de dezembro de 2008.
A equipe do programa esteve no lançamento do livro "Entre Ases e Reis de Interlagos" (que título!), do ex-piloto Bird Clemente, que aconteceu há alguns dias, em São Paulo. Depois de algumas boas entrevistas, de imagens emocionantes registradas pela câmera, de um texto inspirado da repórter Joanna de Assis e de uma edição primorosa do grande Paulo Pereira, o resultado não poderia ser outro - um VT de nove minutos contando (e praticamente homenageando) um pouco da história do nosso automobilismo.
O programa começa às 22h30, no SPORTV2. Antes da matéria, você confere a etapa de Tarumã da Stock Jr., com narração de Odinei Ribeiro e os comentários de Felipe Giaffone. Então, quando entrar o intervalo comercial, não mude de canal, hein?
Ah, e amanhã tem coluna. Aguarde e confie.
enviada por Grünwald, Alexander
29/11/2008 15:25
Post 796 - Coluna
SEXTA MARCHA, ENTRE KARTS E PALPITES
(escrito em 29 de novembro de 2008)
Já está no ar desde as primeiras horas da sexta-feira a coluna Sexta Marcha desta semana, publicada como sempre lá no blog Voando Baixo, do camarada Rafael Lopes, que está em Florianópolis cobrindo o Desafio Internacional das Estrelas.
E numa semana como esta, com Desafio, Seletiva e alguns ecos das 500 Milhas, o assunto não poderia ser outro. Clique aqui e confira o texto. Já para ver o arquivo da coluna, o link é este aqui.
Por fim, hora do palpite: Lucas di Grassi vencerá a edição 2008 do Desafio Internacional das Estrelas.
Pronto, tá apostado. Bom fim de semana!
enviada por Grünwald, Alexander
27/11/2008 20:26
Post 795 - Comentário do Dia
STOP AND GO
(escrito em 27 de novembro de 2008)
A você que visita este espaço, agradeço - como diz o Faustão - a audiência e a paciência. Quando criei o blog, quase três anos atrás, não imaginava que seria complicado atualizá-lo nos três últimos meses do ano. Já foi assim em 2006, piorou em 2007 e agora, em 2008, está quase impossível mantê-lo funcionando.
Em respeito às mais de 50 mil visitas que o blog já acumulou neste período e também em respeito ao meu próprio desejo de escrever, o Grun Blig não sairá do ar. Mas vai, digamos assim, "dar um tempo" até o ano que vem. A dificuldade em postar pode ser medida pelas três semanas que levei para colocar no ar minhas impressões daquele domingo de Interlagos. E também pelos inúmeros assuntos relevantes que vêm e vão e mal são comentados por aqui.
Até a virada do ano, eventualmente, pode surgir alguma coisa nova por aqui - além, é claro das chamadas que faço periodicamente para a coluna Sexta Marcha (amanhã tem mais uma!). Mas o ritmo normal de postagens e atualizações, só mesmo em 2009.
Aproveito para pedir desculpas, também, aos que me pediram, nos últimos meses, para que colocasse links de seus blogs aqui na lateral. Infelizmente, desde que iniciou sua interminável mudança parao formato Wordpress, o Blig está com um conflito interno que não permite modificações no template. O meu, por exemplo, está "congelado" desde abril.
A idéia é voltar de cara nova, com muito gás para escrever e com algumas novidades no ar. Sem esquecer, também, de duas seções que fizeram relativo sucesso neste ano, Selos Velozes e Biblioteca, que regressarão num formato ainda mais interessante. Aguarde.
Jogando a toalha um mês antes, desejo a você um feliz Natal e um ótimo 2009. Salvo alguma edição extraordinária, até lá!
Grünwald
enviada por Grünwald, Alexander
24/11/2008 22:07
Post 794 - Coluna
SEXTA MARCHA, CHEIA DE BRILHO
(escrito em 24 de novembro de 2008)
Só agora, fim de segunda-feira, que o trabalho permite chamar o amigo leitor a visitar minha coluna Sexta Marcha desta semana, publicada como sempre lá no blog Voando Baixo, do amigo Rafael Lopes.
O tema, desta vez, é uma especialíssima conjunção astral que aconteceu há exatamente uma semana em São Paulo. No centro dela, o Astro-Rei Bird Clemente, um dos maiores nomes do automobilismo brasileiro.
Para ler o texto, clique aqui. E se quiser ver o arquivo com todas as colunas, o link é outro: este aqui. Boa leitura e boa semana!
enviada por Grünwald, Alexander
13/11/2008 23:12
Post 793 - Crônica
O PRIMEIRO ANO DO RESTO DE NOSSAS VIDAS
(escrito entre 21 e 22 de novembro de 2008)
Sim, o Grande Prêmio do Brasil foi disputado há quase três semanas. Em se tratando de Fórmula 1, onde a luta é pelos milésimos de segundo, este tempo parece uma eternidade. Mas só agora, passada a tempestade (literalmente) do momento, é que os neurônios e os compromissos permitem um suspiro de satisfação por poder, enfim, eternizar em palavras aquilo que vi, ouvi, senti e guardei de um dia inesquecível para quem gosta de esporte a motor em especial para a torcida brasileira.
Transformar tais sensações em um texto, você deve imaginar, não é tarefa das mais fáceis. E é por este motivo, inclusive, que peço licença para fazer isso em primeira pessoa. No fim das contas, não poderia ser de outra maneira. E peço, também, uma boa dose de paciência, já que estou no segundo parágrafo e a tendência é me alongar bastante por aqui.
A verdade é que nem precisavam ter se passado tantos dias. Já na segunda-feira que se seguiu àquele dois de novembro de 2008, a decisão mais emocionante, empolgante, eletrizante e tantos outros antes da história da Fórmula 1 era justamente isto: história. Um dia que salta do calendário em vermelho não apenas por ser coincidentemente um feriado, mas porque dificilmente será esquecido por quem acompanhou tudo pela TV e que com absoluta certeza não sairá jamais da mente de quem estava em Interlagos naquele dia.
Olhando em perspectiva, sem o calor do momento, dá para dizer que não foi apenas o final repleto de adrenalina que transformou aquilo tudo num turbilhão de emoções. Por alguma razão, todos que se encontravam naquele autódromo foram percebendo, pouco a pouco, que algo de especial estava acontecendo naquele dia. Todo o cenário, incluindo a festa das arquibancadas e as inacreditáveis pancadas de chuva abrindo e fechando o GP, contribuíram para que o espetáculo tomasse ares de histórico antes mesmo do fim da corrida.
Naquele domingo, cheguei a Interlagos antes das oito da manhã e saí após as onze da noite. Uma jornada longa, que, à medida que se aproximava da hora da prova, foi se tornando exaustiva, estressante e por vezes desesperadora. Em especial diante da responsabilidade de levar um programa ao ar após a prova, quando todas as pessoas presentes no paddock ainda procuravam seus respectivos queixos em algum lugar do chão. Das últimas dez voltas até o pôr do sol, o coração bateu aceleradíssimo, por diversos motivos. Mas a sensação de dever cumprido, mesmo completamente encharcado depois de tantas idas e vindas sob uma chuva inclemente, me fez entender que aquilo tudo tinha sua razão de ser. Tanto pessoalmente, pelo que eu tinha vivido naquelas inesgotáveis duas horas, quanto pelo que aconteceu na pista nos giros finais.
Emocionado após vencer e perder o campeonato no intervalo de vinte segundos, Felipe Massa declarou quase às lágrimas que Deus sabe o que faz. Alguns minutos depois dele ter dito isso aos repórteres, eu me via em outro ponto do autódromo, pensando exatamente a mesma coisa. Esgotado física e mentalmente, encostado em uma cerca, de frente para as arquibancadas já vazias da reta oposta, tentava fazer aquilo que se convencionou a chamar de cair a ficha. A sensação do momento era que eu (ainda que minimamente) tinha feito parte de um grande filme, daqueles que as pessoas assistem no cinema e depois comentam sobre ele durante toda a vida; primeiro com seus amigos, mais tarde, com seus filhos e netos.
Aqui, um parêntese: o final deste filme pode até não ter sido o esperado pelo público presente, que queria o mocinho triunfando. Mas ninguém pode reclamar do roteiro filmado naquela tarde. As últimas cinco voltas, repletas de ação, suspense e drama, por si só já valeram o ingresso.
E se este trecho da corrida, quando a chuva que só ameaçava resolveu desabar de vez, foi confuso até para quem acompanhava a cronometragem, imagine ver tudo isso num monitor do tamanho da palma da minha mão, posicionado a quase dois metros de distância, onde nenhum crédito era legível. Some a isso o fato de estar praticamente me acotovelando com jornalistas de todas as partes do mundo, incluindo ingleses e italianos. Que, à medida que a chuva apertava, buscavam abrigo na diminuta parte coberta onde o monitor estava armado sobre um tripé de câmera.
Ignorando solenemente a água que caía do céu, mal acreditei quando vi Sebastian Vettel superar Lewis Hamilton a duas voltas da bandeirada. Na verdade, foi a comemoração da equipe de apoio da Ferrari, logo à nossa frente, que deu a confirmação. A turma que trabalha para a equipe italiana fora dos boxes gritava e se abraçava como se tivesse acontecido um gol da Itália na final da Copa do Mundo. Instantes depois, a galera das arquibancadas da reta principal, bem às nossas costas, já comemorava de maneira ensurdecedora. Foi algo de arrepiar.
Como eu havia perdido três ou quatro voltas num deslocamento do estúdio para o paddock, já não tinha mais noção das posições que os pilotos ocupavam quando encontrei este pequeno monitor. Mas era claro e evidente, pelas reações, que aquela manobra daria o título a Felipe Massa. Até que o fim da prova foi se aproximando, a emoção aumentando, e eu ali, paralisado. Massa recebeu a bandeirada, mas tanto entre jornalistas quanto na própria equipe, as manifestações foram tremendamente contidas. De fato, não houve uma comemoração propriamente dita, pois todos estavam ainda de olho em Hamilton. E nem todos entenderam o que estava acontecendo quando ele e Vettel superaram o alemão Timo Glock.
Lembro de ter percebido a ultrapassagem sobre um carro da Toyota, embora não conseguisse identificar o piloto. Imediatamente, procurei um colega a serviço de uma emissora de rádio para confirmar, com gestos, a posição do inglês. A mão espalmada de Fábio Seixas, à distância, informava que ele estava mesmo na quinta posição a partir daquele momento. E assim os segundos se passaram lentamente, com a McLaren subindo a reta principal, enquanto à nossa volta alguns desavisados começavam a comemorar o título do brasileiro. No ato da bandeirada de Hamilton, uma dupla de jornalistas ingleses, que ouvira calada todo o burburinho das voltas finais, explodiu à maneira britânica: vozes graves, um palavrão da boca de cada um e olhares irônicos lançados à italianada que ainda tentava assimilar o golpe.
O corre-corre de todos foi frenético a partir dali. Hamilton, Massa, Vettel e Glock viviam emoções diferentes: enquanto o brasileiro corria para o pódio, onde foi ovacionado com toda justiça, jornalistas de diversas partes do mundo tentavam cercar os demais personagens. E, por um capricho de São Pedro, a chuva desabava sem piedade, encharcando aqueles que, como eu, precisavam se deslocar entre um box e outro ou, pior, entre o paddock e o estúdio uma caminhada de 700 metros que fiz quatro vezes, uma delas ao lado de um convidado famoso que se mostrou visivelmente incomodado com a situação.
Setecentos metros, a pé e na chuva, podem significar muita coisa. Mas para uma temporada que percorreu quase quatro milhões e meio de metros, isso é uma distância aparentemente desprezível. Acontece que ela foi suficiente para decidir um campeonato que teve o requinte de ver os dois candidatos ao título cruzando a linha de chegada na condição de campeões. Méritos para Hamilton, que riu por último e se tornou o mais jovem da história a conquistar um Mundial de Fórmula 1. E méritos para Massa, que poderia ter saído do carro mais consagrado do que entrou, mas acabou vestindo definitivamente o manto de ídolo, em boa parte por ter encarnado uma derrota com toda a pinta de vitória tal qual Vanderlei Cordeiro de Lima na maratona que encerrava a Olimpíada de Atenas, na Grécia.
Passada a tempestade e a enxurrada de entrevistas e gravações troquei a camisa molhada e me dei ao direito de passear pelo paddock quando a noite já tomava conta de Interlagos. Ainda sentindo a musculatura contraída pelo estresse e com a calça e os sapatos encharcados, agradeci por estar ali, mesmo passando tanto perrengue. Tinha que ser assim, pensei. Para não me esquecer, mesmo. Para valorizar o fato de que vi de perto um acontecimento que mexeu com corações e mentes mundo afora. A energia do local, variando da euforia à apreensão, do êxtase à decepção, da revolta à vibração, é uma coisa que nunca sairá da minha memória.
Mas o que tem a ver a dupla Calvin & Haroldo, retratada no cartoon que ilustra este post? É que alguns dias depois da decisão, justamente quando pensava no GP, me deparei com uma tirinha desses dois peraltas no jornal. E o diálogo retratou, metaforicamente, um pouco do que eu sentia ao lembrar-me das dificuldades e do nervosismo daquele dia:
Haroldo (de pé) Quer brincar lá fora?
Calvin (enfiado numa poltrona) Não. Tô vendo TV.
Haroldo Você detesta esse programa. Vamos lá.
Calvin Não.
Haroldo Por que não?
Calvin O papai falou que não agüenta mais brigar comigo e que, por ele, eu posso ver TV até meu cérebro escorrer pelos ouvidos.
Haroldo E é isso que você vai fazer?
Calvin Eu trabalhei duro para conseguir isso.
Pois é, Calvin. Eu também.
[Imagem retirada da Internet após busca no Google]
enviada por Grünwald, Alexander
11/11/2008 19:51
Post 792 - Coluna
SEXTA MARCHA DECISIVA
(escrito em 11 de novembro de 2008)
A semana da Fórmula 1 foi sufocante em termos de trabalho. O dia da corrida, então, nem se fala. Mas é aquela coisa: a gente adora isso, então vai levando na boa, ignorando o ritmo intenso e as poucas horas de sono. E quando tudo acaba, quando a gente acha que vai ter o merecido descanso, vêm os programas especiais, as matérias atrasadas, enfim, mais trabalho.
Mas a coluna Sexta Marcha, como de costume, foi escrita! Ela está no ar desde sexta-feira, lá no blog Voando Baixo, do brother Rafael Lopes, que também ralou bastante em Interlagos. O tema (que não poderia ser outro!) é a decisão do Mundial de Fórmula 1, que revelou, no fim das contas, dois vencedores. Clique aqui e leia o texto.
Se quiser ver o arquivo com todas as colunas, veja este outro link. O ritmo forte de trabalho, como se percebe, continua. Boa semana pra você!
enviada por Grünwald, Alexander
07/11/2008 22:47
Post 791 Crônica
PARABÉNS!
(escrito em 07 de novembro de 2008)
Hoje é um dia especial para um cara especial. Sexta-feira, 7 de novembro de 2008, é a data em que Alex Dias Ribeiro completa 60 anos de idade. Um homem iluminado, que merece todas as bênçãos que o destino lhe deu de presente. Mesmo quando elas vieram na forma de um doloroso aprendizado, mais de trinta anos atrás, na Fórmula 1.
Há três décadas, por sinal, Alex conquistou aquela que é considerada a maior vitória de sua carreira. A bordo do carro vermelho do Jesus Saves Racing Team, superou o poderoso esquadrão da BMW na Fórmula 2 e, com um equipamento limitado (mas impulsionado pelo maior de todos os patrocinadores), escreveu seu nome na história do desafiador circuito de Nürburgring. Uma conquista divina, em resumo.

Depois de largar o automobilismo como piloto, este homem passou a comandar uma equipe e tanto: os Atletas de Cristo. Uma trupe formada por esportistas que espalham a palavra de Deus pelos quatro cantos do planeta, sem deixar de lado as atividades que lhes dão projeção e independência financeira sejam elas no futebol, no vôlei ou no próprio automobilismo.
Tive a felicidade, nos últimos meses, de iniciar um convívio mais freqüente com o xará Alex. O que me deu a oportunidade de ler o livro Mais que Vencedor, escrito originalmente no início dos anos oitenta e reeditado no fim da década de noventa. Esta nova versão, devidamente autografada, me foi presenteada pelo próprio autor, o que me deixou emocionado e eternamente gratificado.
Após a leitura, conversamos longamente no paddock de Interlagos, circunstancialmente na sexta-feira do Grande Prêmio do Brasil. E aquele cara baixinho e franzino, dotado de uma aura inexplicável, mais uma vez me provou que carrega consigo algo de muito especial.
Alex é o cara. Tenho certeza de que ele me provará isso muitas outras vezes, ainda, mesmo sem precisar provar absolutamente nada. E é por isso que, dentro de alguns dias, ele receberá uma merecida homenagem aqui mesmo neste blog. Aguarde.
[Imagem retirada do Blog do Pandini, sem crédito divulgado]
enviada por Grünwald, Alexander
05/11/2008 17:12
Post 790 - Comentário do Dia
UM FIO DE CABELO
(escrito em 05 de novembro de 2008)
Abaixo você acompanha uma tabela com o número de kms percorridos em cada um dos GPs disputados em 2008.
Austrália - 307,574
Malásia - 310,408
Bahrein - 308,238
Espanha - 307,104
Turquia - 309,396
Mônaco - 253,84
Canadá - 305,27
França - 308,586
Inglaterra - 308,355
Alemanha - 306,458
Hungria - 306,663
Europa - 308,883
Bélgica - 308,052
Itália - 306,72
Cingapura - 308,95
Japão - 305,416
China - 305,066
Brasil - 305,909
Total - 5480,888
Considerando-se a soma de todas as corridas, chegamos a quase cinco milhões e meio de quilômetros, o equivalente a 12 viagens Rio São Paulo. Para se ter uma idéia, o famoso coast-to-coast dos Estados Unidos (Califórnia Flórida) dá mais ou menos 5100km. E, na Fórmula 1, tudo foi decidido nos últimos 700 metros... Meu Deus!
enviada por Grünwald, Alexander
03/11/2008 18:47
Post 789 - Comentário do Dia
INTERLAGOS, DOMINGO
(escrito em 03 de novembro de 2008)
Desculpe, neurônios em manutenção. Volte mais tarde.
enviada por Grünwald, Alexander
01/11/2008 21:39
Post 788 Comentário do Dia
INTERLAGOS, SÁBADO
(escrito em 01 de novembro de 2008)
Sabadão de sol, tempo bonito, mas um dia muito estressante pro meu lado e com pouco tempo para impressões. No meio da correria, acabei almoçando durante o qualify, em frente a um monitor. E arrepiei ouvindo ao vivo as mais de 50 mil pessoas presentes nas arquibancadas gritando quando Massa fez a melhor volta no Q1. O que se repetiu, de forma amplificada, ao fim do Q3. Aliás, pole fantástica de Massa e um grid interessante para a corrida. Não creio que altere significativamente as chances de Hamilton, que larga em quarto, ficar com o caneco. Mas nos dá a esperança de uma prova sensacional. Vejamos os motivos para acreditar nisso: Massa anda muito bem em Interlagos, deve vencer fácil; Trulli, o segundo, quer dar um pódio à Toyota e é um dos caras mais difíceis de serem ultrapassados de toda a F-1; Räikkönen, o terceiro, tem a missão de ajudar Massa, mas não é só isso: se engana quem pensa que ele esqueceu o passão-moleque que levou de Hamilton na Bélgica; Kövalainen, o quinto, tem ajudado pouco a McLaren, e numa de ajudar pode acabar se embananando; Alonso, o sexto, tem todos os motivos do mundo para não querer ver Lewis levantar a taça como, por exemplo, continuar sendo o mais jovem campeão de todos os tempos. Tomara que tudo isso se reflita em audiência neste domingo! Pérolas dos bastidores: nas roletas, uma multidão sem credencial de paddock fica gritando para os pilotos que passam, em busca simplesmente de um olhar. Quando Galvão Bueno aparece por ali, a festa é completa, inclusive com os cartazes onipresentes da campanha bate nele Rubinho, que o Brasil te perdoa. Enquanto isso, no paddock, circulam alguns ex e alguns futuros pilotos de Fórmula 1. Entre os futuros: Bruno Senna e Lucas Di Grassi. Entre os aposentados, comentando para as TVs de seus países ou simplesmente visitando: Piquet, Rosset, Hoffmann, Zonta, Ribeiro, Lauda, Laffite, Brundle, Blundell, Fisicheeee... opa, desculpe. Melhor parar por aqui, antes de falar alguma besteira. Não peguei o Red Bulletin nem ontem nem hoje. Amanhã ele não me escapa! Um toque: após a corrida, fique ligado no SPORTV. Mais tarde conto detalhes. Fui!
[Imagem:]
enviada por Grünwald, Alexander
31/10/2008 22:37
Post 787 - Coluna
SEXTA MARCHA, SEXTA-FEIRA!
(escrito em 31 de outubro de 2008)
Olha que legal, o tema da coluna Sexta Marcha desta semana é simplesmente o dia de publicação dela: a sexta-feira! Mas não é uma sexta-feira qualquer, e sim a antevéspera de uma decisão de Campeonato Mundial de Fórmula 1. E no Brasil!
Para conferir os personagens que dão vida a este enredo riquíssimo, clique aqui e veja o texto publicado no blog Voando Baixo, do meu amigo Rafael Lopes - que neste momento está brincando de fechar a sala de imprensa no Autódromo de Interlagos.
Sempre lembrado (não dá para perder o costume!) que o arquivo com todas as colunas já publicadas por lá fica muito bem guardado neste outro link.
Desejo um bom fim de semana deixando duas perguntas no ar: 1) para quem você está torcendo e 2) quem você acha que leva o título no domingo. Até mais!
enviada por Grünwald, Alexander
31/10/2008 22:24
Post 786 - Comentário do Dia
VEM QUE VEM BABANDO!
(escrito em 31 de outubro de 2008)
Enquanto Massa e Hamilton não vão para o mano a mano na pista, esta imagem aí abaixo representa a campanha de maior sucesso entre os torcedores brasileiros no momento.

Além dos corinhos nas arquibancadas (eu ouvi, entrou nos highlights do segundo treino livre!), o negócio está se alastrando pela Internet. Diz a mensagem: "repasse até que alguém envie para o Rubinho".
E o melhor é que alguém já enviou. Rubens disse conhecer a campanha, mas, cansado de outras dezenas de palhaçadas com seu nome, faz pouco caso dela. Em entrevista a um repórter, garantiu que não faria uma coisa dessas. "Por diversos motivos, um dos quais porque as pessoas lembrarão que o Felipe venceu um campeonato porque o outro cara foi tirado da pista, e isso não fica bem para ele".
O que não deixa de ser verdade. Vai ver que ele lembra bem de quando tentou tirar Montoya da corrida numa pré-decisão em 2003, no GP dos Estados Unidos, para favorecer o companheiro alemão. Barrichello forçou a barra, rodou e ficou fora da corrida, mas ainda assim a FIA arranjou um drive through vergonhoso para o colombiano, e o fim da história você já sabe.
Não que eu defenda esse tipo de comportamento, mas, entre nós, seria engraçado pra caramba ver o veterano brasileiro fazer isso com o inglês em Interlagos. Depois de tantos anos vendendo a alma ao Dick, não deixaria de ser uma forma de redenção perante a torcida. Por linhas tortíssimas, Rubinho entraria para a história como personagem decisivo para o nono título mundial do Brasil na Fórmula 1.
Em conseqüência, viraria um Chuck Norris do automobilismo brasileiro, com dezenas de 'facts' rodando pela mesma Internet que hoje serve de veículo para sacaneá-lo.
Mas imagine - só imagine - se ele erra a mira, passa pelo Hamilton e dá no meio do carro do Massa. Eita...
[Imagem recebida por e-mail, sem crédito divulgado]
enviada por Grünwald, Alexander
31/10/2008 18:15
Post 785 - Comentário do Dia
INTERLAGOS, SEXTA - PARTE 2
(escrito em 31 de outubro de 2008)

Sempre é bom lembrar que os treinos de sexta-feira não valem nada, mas tem muita gente que faz bonito mesmo assim. Caso de Fernando Alonso, que andou o tempo todo em 16º, 18º, até um minuto e vinte para o fim da sessão de uma hora e meia. Foi lá e cravou geral, com a melhor marca do dia. É um mago, como diz meu amigo Cadu. Falando em mago, hora de repetir um comentário do ano passado: Sebastian Vettel é um fenômeno. Além de andar em terceiro boa parte o treino (terminou em sexto), deu um show ao controlar o carro numa senhora saída de traseira. Vai dar muito trabalho nesta pista no ano que vem. Quem ficou para trás, infelizmente, foi Rubens Barrichello, que está dando cada vez mais pinta de que vai parar de correr. À força, diga-se. Rubinho disputa seu 16º GP do Brasil, e ficou na 16ª posição. E, como já dito abaixo, está homenageando Ingo Hoffmann, dono do eterno carro 17 da Stock Car. Rubens, neste ano, também usa o 17. O galpão de lojinhas, chamado Grand Prix Village, abriu hoje. Só tem a loja oficial do GP e das equipes Ferrari, BMW e McLaren. Nesta última, há diversas miniaturas de carros clássicos da equipe, como o de 1988, com o capacete e Prost, e o de 1998, de Coulthard. Também em escala 1:18, há modelos de teste pintados de laranja, carros pilotados por Räikkönen e, óbvio, os de Hamilton. Todos eles pela módica quantia de 300 reais... Ui! O fim de tarde, aguardando a coletiva e Barrichello, fica ainda mais agradável com um longo bate-papo informal com o iluminado Alex Dias Ribeiro. Que, há 30 anos, venceu um grid cheio de feras em Nürburgring. Mas isso é outra história... Hora de escrever a coluna, senão o Lopes não me deixa sair do autódromo. Até mais!
[Foto retirada do site Motorsport.com, creditada a XPB.cc]
enviada por Grünwald, Alexander
31/10/2008 14:41
Post 784 Comentário do Dia
INTERLAGOS, SEXTA
(escrito em 31 de outubro de 2008)
Sexta-feira + São Paulo + chuva = trânsito, muito trânsito. Nossa chegada ao autódromo acontece apenas meia hora antes do primeiro treino livre. Dá pra ver que o fim de semana vai ser complicado... Assim que os carros vão para a pista, aquela sensação de estranheza do dia anterior desaparece: está tudo em casa novamente. Primeiro treino livre com chove-molha-seca-chove, e Rubinho, no carro 17 (claro!) usando um belo casco em homenagem a Ingo Hoffmann. Enquanto isso, no paddock, o alemão confraterniza com toda a família Barrichello. Na arquibancada em frente à reta principal, as meninas do blog Octeto estampam uma faixa com os dizeres D. Coulthard: thanks for all!!! Enjoy your new life!!! Ótimo... Cena engraçada instantes antes de começar o segundo treino livre, presenciada também por Victor Martins e Rodrigo Mattar: Hamilton vem correndo feito um desesperado e entra no banheiro; Massa vem dando entrevistas, caminhando, até que pede licença e entra também; começa o bolão sobre quem sai primeiro; daí é Räikkönen quem deixa o gabinete. Gargalhada geral. Estamos acompanhando o segundo treino livre na redação montada no autódromo. Voltamos mais tarde.
enviada por Grünwald, Alexander
30/10/2008 20:37
Post 783 - Comentário do Dia
INTERLAGOS, QUINTA
(escrito em 30 de outubro de 2008)

Enfim, em Interlagos. Neste ano, atolado com algumas coisas para terminar na redação, só pisei pela primeira vez no autódromo na tarde de quinta. Por isso, de repente, a sensação de que ainda não cheguei. As boas-vindas do segurança foram de uma doçura ímpar. Sem dar uma palavra sequer, respondeu minha pergunta a respeito de qual roleta eu deveria entrar tirando a credencial da minha mão e colocando-a amigavelmente no meu pescoço. Só que, neste movimento, o suporte de metal que prende a cordinha bateu no meu dente da frente. Vi estrelas. Mas, de qualquer modo, há um lado bom em estar aqui neste dia: hoje, 30/10/2008, o primeiro título de Ayrton Senna completa 20 anos. Incrível como me lembro de cada detalhe daquela corrida. Neste período da tarde, andando pelo pad |